25/09/2015 às 15:17 - Atualizado em 18/02/2016 às 21:03

Fim da obrigatoriedade dos extintores ABC gera insatisfação e prejuízos

Divulgação

 

A decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de tornar facultativo o uso de extintores tipo ABC pegou muita gente de surpresa. Grande número de motoristas já havia garantido o equipamento uma vez que a exigência do novo extintor, prevista na resolução 333 do Contran, entraria em vigor a partir de janeiro deste ano. 

Após três prorrogações seguidas para permitir que os consumidores adquirissem o equipamento, o prazo passou para outubro. Mas, antes disso, o órgão decidiu pela não obrigatoriedade do extintor.  

O Contran levou em conta pesquisas realizadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Nelas, constatou-se que inovações tecnológicas introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio, como o corte automático do combustível em caso de colisão e uso de materiais mais resistentes às chamas. 

O Brasil segue a linha de países como Alemanha, França e Estados Unidos, que dispensam a necessidade do equipamento. As autoridades consideram que a falta de treinamento dos motoristas para o uso do extintor poderia gerar mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio.

O uso dos extintores só continua obrigatório para veículos usados comercialmente para transporte de passageiros e aqueles que transportam produtos inflamáveis. 

A medida gera insatisfação por parte dos consumidores. Com a corrida para garantir o extintor dentro do prazo estipulado, muitos motoristas tiveram de adquirir o equipamento e, em alguns casos, com preço mais elevado.

Segundo o Sinvepes, a mudança também desagrada aos comerciantes. As autopeças, que investiram na compra dos produtos para atender à demanda, agora calculam os prejuízos com o grande número de itens parados no estoque. Fabricantes do produto já anunciam cortes de até 20% na mão de obra.

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